Entre os dias 16 e 19 de novembro, visitamos os campi de Rondonópolis e Sinop. Antes da viagem, esperávamos encontrar os mesmos problemas administrativos que amarram todas as unidades da UFMT (lentidão em compras, falta de qualidade do material de consumo, falta de agilidade em manutenção, falta de pessoal, falta de salas de aula e para professores, falta de clareza na tomada de decisões e distribuição de recursos, etc.). Ou seja, esperávamos nos deparar com um quadro de alto enosamento estrutural que nos impede de atingir um estágio de discussão de políticas de médio e longo prazo para os campi do interior. Porém, o que nos deparamos foi uma problemática multidimensional muito mais profunda: o longo tempo que a miríade de problemas pontuais persiste fez com que uma parte significativa do corpo técnico, docente e discente dos campi do interior não acredite mais na própria instituição. Esse quadro é grave e é particularmente crítico no caso do campus de Sinop.
É muito difícil descrever o problema literalmente, sendo fiel à sua intensidade. É impossível dimensionar em palavras a enorme carga emocional que vivenciamos lá. Por isso, para entender a dimensão do problema, somente indo até lá e convivendo durante algum tempo com os profissionais locais.
Há apenas uma alternativa para a minimização de tal problemática: a administração superior da UFMT deve se colocar ao lado dos profissionais dos campi do interior e minimizar, um por um, os entraves administrativos e a falta de transparência na tomada de decisões. É possível fazer isso mediante uma reengenharia da gestão administrativa, mas, mais importante que isso, a administração superior deve ir até lá, olhar nos seus olhos, ouvi-los, entender a profundidade das suas reivindicações. Essa ação é fundamental e deve ser feita urgentemente.
Vamos trabalhar no sentido de reintegrar efetivamente alunos, técnicos e docentes à UFMT, incluí-los, em primeiro lugar, para então construir as condições de confiabilidade na instituição e, finalmente, estabelecer uma política de médio e longo prazo para os campi do interior, envolvendo ações de apoio a grupos de pesquisa e ensino emergentes, norteada por uma concepção contemporânea de desenvolvimento socioeconômico, cumprindo o papel de universidade.

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